23/05/2018 • 00:00

Espetacular, fenomenal e obrigatória para os fãs de música, a série The Get Down, da Netflix, narra os primórdios do Hip Hop no sul do Bronx, nos anos 70, em Nova York. Mas por que estamos falando disso se o tema deste post é rock e blues? Porque tem uma frase de um dos personagens de Get Down que lembra bem outro momento na história da música americana: quando o rock estava “absorvendo” o blues.

 

Um dos protagonistas da série, num sopro de clarividência, diz: “Eles vão fazer o mesmo que fizeram com o blues: botaram uns branquelos pra tocar, chamaram de rock, e ficaram milionários”. Ele se referia ao som que estavam criando, e que viria se chamar “rap”.



No final dos anos 60, músicos como Sonny Boy Williamson e Howlin’ Wolf, não perdiam a oportunidade de detonar os “branquelos usurpadores do som dos negros”, e que ficaram milionários. Um dos poucos que aliviavam a barra dos súditos da Rainha, era o Muddy Waters. No entanto, em 1965, houve um encontro improvável dos Stones com o encasquetado Chester Arthur Burnett, conhecido como Howlin’Wolf. Este ano, esse encontro que aparou arestas está completando 53 anos.


Muddy Waters divide o palco com os já milionários Rolling Stones, em novembro de 1981.



Em 2016, reverenciando e celebrando essa origem sonora e espiritual com o blues, os Rolling Stones lançaram Blue & Lonesome, álbum de covers de bluesA base do repertório visita clássicos do blues, e Little Walter e Howlin foram os mais homenageados, com quatro e duas músicas, respectivamente. A turnê do álbum está rodando o mundo e segundo fontes, aterriza  por aqui em fevereiro de 2019, para shows em São Paulo.